sexta-feira, 12 de maio de 2017

Tão tanto ...






Permitam-me o que vou dizer
E não é segredo, nem será
Depois de dito, nem será
O que parece ser e acabou

Sendo, pois nada desse secreto
Estranho hálito que tenho vou 
Omitir, penso quando contar
O segredo que tenho pra

Dizer, obsceno quanto o 
Que'screvo e não devo
Não por mim mas por ontem,
Não por outrem, o que vou

Dizer contém o anseio
Que pudessem ser o eu
Que eu não sei nem ter
A alma de quem a tem não eu,

O simples fazer chamar do céu
A terra e ao silencioso 
Chão caixão meu segredo, meu...
Permita-me estar a sós comigo

E com o meu cabelo,
Pra depois dizer a todos
Que nem alma tenho,
Mas em segredo guardo

As memorias que componho,
Eu tenho
O que parecem ser,
Só em si sonhos de estranho,

A quem se permite
De quando em quando,
Quem eu dantes era
Ou pensei que fosse 

Ser hoje tão, tão tanto ...






http://joel-matos.blogspot.com
Joel Matos (04/2017)

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