terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Ás vezes quebro (Hitler puff … )





Ás vezes quebro.
Às vezes quebro,
Como prato vazio
E a expressão de quem 
Se não enquadra
Mas finge pular à corda,
Com os que quebram não,
Pois minha missão é ser único, 
Ás vezes me quebro,
Tal e qual louça,
Os bocados são meu céu de cal,
Não algo que se veja,
Sabotado por mim, invoco o cinzento
Sem encanto,
Hitler puff …
Ás vezes trago
Sem querer, despido
O que penso,
Pois sou aquele
Que nasceu sem se conhecer,
Pra quem tudo é estranho,
Prato ou bacio, Graal sacro,
Raso eu, vazio d’paixão
Hitler puff …
A existirem enigmas,
São o inverso de mim,
Que me revelo numa espécie
Sem perdão, somando ilhas
Do sul da Índia como “Nosferatu”,
Tenho o dever 
De ver símbolos sem os haver,
Apenas pelo dom de desenhar
Na vidraça um ser vil
Que nunca vi,
Sendo eu ficção, sem ser fictício ele, 
Minha missão
É ser único, servil eu não,
Persigo o que sinto,
Digo o que penso por dever cívico,
Hitler puff … ´
Ás vezes corro...


Joel Matos (02/2018)
http://joel-matos.blogspot.com

Quando as pombas desapareceram …





Viver não é necessário,
O que é necessário é criar,
De facto nas tardes d’verão,
Creio-me figurante do que creio,
Finjo-me uma vila sem a ver, a
Vi, aí vejo movimento sem haver,
Vidas sem grandeza em si, sem
Tempo ou propósito, acreditar
No que vejo não é objecto
Do meu sonhar, no entanto
Sonho, creio que o sonhar
É feito no propósito de vida nem
Ter, é isso a sensação d’ver
Vida numa vila sem que se 
Mova a realidade dum ponto fixo,
Tão real quanto nós somos,
Sem sermos, criados pra haver
Realmente sonhos sem os vermos,
Nesta vila sem vida, sem tempo,
Sem certeza, apenas sensação sem-ser,
Sinto-me multidão, sem “de-facto”
Viver, não é necessário, o
Necessário é haver sonho sem
Haver de facto verão, ou vila-flor eu vir
A ser, pomba ou pulga, purga em
“travessa do fala-só”…



Joel Matos (02/2018)
http://joel-matos.blogspot.com

A síndrome de Savanah

A síndrome de Savanah Se falasse, crítica, enfática e demoradamente com o meu anfitrião e Alter-Ego, diria como diz Chico Bua...