terça-feira, 29 de março de 2016

Tão tanto ...




Permitam-me o que vou dizer
E não é segredo, nem será
Depois de dito, nem será
O que parece ser e acabou

Sendo pois nada desse secreto
Estranho, discreto som vou 
Emitir se o prezo aquando contar
O segredo que tenho pra

Dizer, obsceno quanto o 
Que'screvo e não devo
Não por mim mas por ontem,
Não por outrem, o que vou

Dizer contém o anseio
Que pudessem ser o eu
Que eu não sei ler ver,
A alma de quem a tem, não eu,

O simples fazer chamar o céu
Terra e ao silencioso 
Chão caixão meu segredo, meu...
Permitam-me estar a sós comigo

E com o meu franco cabelo,
Pra depois dizer a todos
Que nem alma tenho,
Mas em segredo guardo

As memorias que componho,
Eu tenho ao ouvir-me pensar
O que parecem ser
Só em si, sonhos de estranho

A quem se permite
De quando em quando,
Quem eu dantes era ser
Ou pensei que fosse 

Ser hoje tão, tão tanto...








Joel Matos (02/2016)




Http://joel-matos.blogspot.com



1 comentário:

namastibet disse...

Tão imaterial
Quão transitório
O aspecto que serei
Se cedo, cedo ainda

Eu serei se não achar
Que sou enquanto quântico
Assim era tão transitório
Quanto imaterial sei ser,

A pele do pensamento
Todo, menos eu, conquanto




JS

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