terça-feira, 29 de março de 2016

Garças voam e não voltam ...






Falando de Garças,
Dessas que chegam 
Onde o meu olhar é 
Céu, Dessas que voltam

Assim que a chuva acaba,

Nas costas do gado,
Melancólicas, como
Se possuíssem seu

A alma do prado,

Não só nas penas
Mas na certeza ou dúvida
De serem atalaia

Da vida e da Terra,

Pra que não a violentem 
Enquanto esperam
Nas costas do gado,

Assim que a chuva passa,

Falando das Garças
De que a gente, tão
De perto ignora e olha

Olha e ignora, dessas

Que voam e voltam
Voam e voltam
voam e não voltam.







Joel matos (02/2016) 





http://joel-matos.blogspot.com


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