terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Duvido do que sei,

 





Duvido do que sei,

Do que fui e do que sou,

Não duvido de mim,
Duvido de quem conheço,

Sendo eu quem menos
Me conhece.

Na verdade engano
Finjo e não deixo ver

Atrás do disfarce,
Da fachada, mentira

E convicção de Marechal
Sem audácia nem tropa,

Noção da derrota
Em campo de batalha,

Isto é tudo
Quanto de mim saberei

E o esquecimento
É a regalia dos fracos,

Posso esquecer-me
Da cor que tem o céu,

Não esquecerei todavia
O escuro d’entre mim e eu,

O encanto da noite silenciosa
E a carícia da tempestade,

Duvido do que sei,
Do que fui eu não

Sei, do que penso,
Sem dúvida, pensarei …

Joel Matos (10 janeiro de 2025)

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1 comentário:

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