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A mostrar mensagens de Outubro, 2011

Inquietação sem Fugas

Se eu mandasse, voltaria ao contrário a curva do tempo, Sentiria replicar na alma fria e vaga o sentir profundo, Onde é mar batido, afundava aí o meu corpo E nas ondas me envolvia, desse vagar de mar vagabundo
E ainda acabava por ter aquele odor, que tem do lodo, o sargaço Da maré-baixa; talvez por nada ter de salgado esta outra vida, Teria no cheiro algo imenso e um nobre pertenço Como se outra fosse, não esta minha, “ brisa plagiada “.
Da curva fútil do tempo, onde a realidade é feita em céu Continuo sendo um nada, nem a sombra do mar morto Reconheço como sendo vestígio meu, Sendo apesar de tudo o cais onde eternamente me acosto.
Se eu mandasse, voltaria ao contrário o mundo, Na beira punha os olhos e os mares no fundo do coração E eu andaria nu por essas estradas curvas, velejando A minha inquietação em fuga…
Joel Matos (10/2011) http://namastibetpoems.blogspot.com