sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Asas

Asas d’vento


As minhas asas são das penas mortas
Nos cachuchos e acenam nos varais
Que me lembram derradeiras roupas
Secas aos ventos, esperando temporais

Mas as minhas asas não entram no vento,
E sonho é meu, o de virar vendaval e entrar,
De rompante, pelas plumas destas adentro,
Ir e não parar, mas fico na sala-de-estar,


Assim, num golpe de desalento, calado,
Para aí, todo-o-dia morar,todo, tudo quieto.


Jorge Manuel M. Santos
(06/2009)
Http://namastibetpoems.blogspot.com

Sem comentários:

Às vezes

Às vezes, o que resta na mão nos foge, Tal e qual como num livro a palavra fim, Sinto um vidro fosco ente mim e essa luz Que me ...