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A mostrar mensagens de Novembro, 2009

O Homem destituído

Destituição Humana
Prevendo a Destruição dos Templos
O Homem acordou, d’espada e teso,
Foi nesse exíguo ensejo que o Senhor,
Carregado no semblante e no olhar, Se acometeu no enfarpado d’humano.

E era vê-lo, criança, titubeando no Aral Mar,
tribos Desmontando, curvando muralhas D’Israel e taças de graal d’últimas jantas.
Rembrandt d’mil e tal Magdalenas.

expiração

Inspiração
Tenho s’critos nas paredes, Inúmeros versos, não meus, Nem m’importo dos dramas, Serem pequenos, nem as lendas, Serem d’outros, em mentiras Obscenas e promessas tidas.

Nã’m’importo, s’o poema For’o meu, só o direi, apenas Se for plagio, mudo de tema E s’esganar, d’agoiros teimo E istmos, às avessas controversos

Poe

CORVO


Em certo dia, à hora, à hora
Da meia-noite que apavora,
Eu caindo de sono e exausto de fadiga,
Ao pé de muita lauda antiga,
De uma velha doutrina, agora morta,
Ia pensando, quando ouvi à porta
Do meu quarto um soar devagarinho
E disse estas palavras tais:
"É alguém que me bate à porta de mansinho;
Há de ser isso e nada mais."


Ah! bem me lembro! bem me lembro!
Era no glacial dezembro;
Cada brasa do lar sobre o chão refletia
A sua última agonia.
Eu, ansioso pelo sol, buscava
Sacar daqueles livros que estudava
Repouso (em vão!) à dor esmagadora
Destas saudades imortais
Pela que ora nos céus anjos chamam Lenora,
E que ninguém chamará jamais.


E o rumor triste, vago, brando,
Das cortinas ia acordando
Dentro em meu coração um rumor não sabido
Nunca por ele padecido.
Enfim, por aplacá-lo aqui no peito,
Levantei-me de pronto e: "Com efeito
(Disse) é visita amiga e retardada
Que bate a estas horas tais.
É visita que pede à minha porta entrada:
Há de ser isso e nada mais."

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