quarta-feira, 23 de maio de 2018

Com'um grifo ...




Com’um grito …
Como eu, o grito
Cresce à vista a ira,
O vasto e o calado,
A solidão do prado,
Com o meu grito,
Nem porto ou cais
Poderá ser d’vendavais
Abrigo,
Como eu grito, 
Nem os pássaros
E o cio dos lobos,
Parideira com dor,
Como eu nem os
Animais ou a fúria
De seis/sete Búfalos,
Como eu, o grito
É ter cinco pedras
Na mão e determinação
Fora-do-normal
De gorila grisalho,
Do Adamastor
O urro, a dor de Joana D’arc
No lume, um murro
Como grito rouco
Na comuna de Paris,
Das barricadas, “Liberté Égalité 
Fraternité”
Que estilhaçou a história,
Como o meu grito,
Precede o silêncio,
Assim o galope, 
Inação não é luta,
É esquecimento,
Sejamos cavalos de tiro,
Gorilas, Ursos, Bois ou Brutus,
Cães com pulgas,
Mas não deixemos 
De gritar “Porra” 
E libertar do peito o urro
Da Vitória convicto e bruto,
Com’um grifo …
Joel Matos (05/2018)
http://joel-matos.blogspot.com

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