terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Frágil




Tenho sentimentos frágeis
Em golpes de malabarista e saltos
Que me dão segurança pouca
Em qualquer andaime frouxo

De Humano autentico.... 
Guerreiro-viajado, amante,
Tenho pensamentos voláteis,
Como velas acesas, regressões

Onde aprendo que não vivo
Pela primeira vez, mas sempre.
Ficou claro para mim em tempos,
Que cada um entende da cor

Dos sonhos a que lhe 
Convém, tendo-os ...
E então me arranho para 
Saber se estou a armar sonhos

E se não voa o voar que dou,
Agarro até à morte,
Estas frágeis aves letras, aquelas
Que doem de tanto nó que dou

Às magras relas de guelras que o 
Falar permite e sente
Eis quão fácil de sonhar 
Eu sou sendo eu a sonhar, velas...



Joel Matos (11/2015)
http://joel-matos.blogspot.com


1 comentário:

Jorge Santos disse...

“O homem que pode observar sua mente sem distração
Não precisa tagarelar ou conversar.
O homem que consegue absorver-se em autoconsciência
Não precisa sentar-se com rigidez cadavérica.
Se ele conhecer a natureza de todas as formas
Os oito anseios mundanos* desaparecem por si mesmos.
Se ele não tiver desejo e ódio no coração
Não precisa exibir-se ou fingir.
O grande despertar da mente de Bodhi,
Que vai além do samsara e do nirvana,
Nunca pode ser atingida pela busca e pelo desejo.”


(Canção de Milarepa para o Dharma Bodhi do Nepal,

Às vezes

Às vezes, o que resta na mão nos foge, Tal e qual como num livro a palavra fim, Sinto um vidro fosco ente mim e essa luz Que ...