quarta-feira, 8 de outubro de 2014

morcego ou gente...



Tenho a alma perdida, insatisfeita tanto
Como a noite alonga o que não sei,
Ata-me ao defeito que sou todo
Eu, à nódoa, ao incompleto, à coisa,

Ao morcego. em gente.

Por isso e como a noite é longa, sei
O quanto eu espero desperto,
Por tudo o quanto não sou, lamento
Noite adentro e confesso-me morcego

Não gente. Confesso que,

Ao certo nem sei se durma de vez,
Ou se estarei acordado infinitamente,
E atento, ao que não sei, nem a noite diz:

-Morcego ou gente

Não digo mais nada até ver o que acontece
Ao que digo sem falar comigo de frente.

(Eu, morcego de gente)

Hoje, nem por nada quero agradar,
Nem pela vontade, nem pela verdade,
Nem nada de novo tenho pra dizer
Na verdade que nem vontade tenho,

Nem de morcego nem de gente,

Por isso não digo nada até ter-me,
Frente a frente na noite (de novo)

Morcego ou gente…mostrengo  em gente…



Joel Matos (10 /2014)
http://namastibetpoems.blogspot.com

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