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Poesia...? é falso !



Falso como o céu,
sem a real cor do aço.

Despojando o peito aprendi a doar o eu, 
tudo em mim  me dói em falso
mas sendo poético sou eu,
sim... sou eu, 
pois em tudo uso de abuso 
e se me convenço de não ser um Fausto 
a imitar ser ele próprio, ecoo a falso 
e volvo refúgio d’algo
ainda mais estranho no tentar escrever
que do  escrever faço. 
Tal qual um céu de aço 
vertido no peito dum falso Fausto ou Abruso
forçado a confessar que viver lhe basta....FALSO

Às vezes, inspirado na a paixão da liberdade suprema 
reencarno gestos súbitos e momentos como inspirações genuínas 
embora me roubem a sensação do poder volumétrico 
que não me completa,
não me pode completar.
Fico perdido no tempo em que não estava no mundo,
numa emoção sem emoções.

à bolina.do momento.

A passagem mais perto e acessível da alma
são os arredores de uma cidade em que o pensamento triunfa.
Sei que posso não pensar em nada 

e rolo em torno de todas as imagens que vi 
e senti com uma loucura sem fundo
impossível...

como numa metamorfose da alma

Joel Matos

Comentários

Joel, que linda e encantadora poesia!
Adorando ler aqui.
Bjins
CatiahoAlc.

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Em tempos quis o mundo inteiro

Em tempos, quis o mundo inteiro, Hospedado no peito, redondo e obeso, Perpétuo como um relojoeiro, Um peito de soldado raso, desconhecido...
Era criança e havia amar, Eternidade, justiça e razão... E um lar... um veleiro vulgar, E um timoneiro sem tripulação.
Hoje sou ilícito e estrangeiro, Partido fui; metade do coração, eu entendi... E o mundo que já cobicei como o ouro, era outro Ficou perdido, em nenhum outro lado, fora d’mim.
Acabei por fim, a não pensar em nada, Até que acabou o meu tempo, Escondido numa caixa enganosa, redonda… Num habitual descontentamento.
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Basta hoje o dia não ser tão feio, Pra ver no céu fiel a alegria que sinto ainda no peito, Porque na terra, o que esperava não veio, A minha alma foi sepultada num árido e seco deserto.
Joel Matos (04/2011) http://namastibetpoems.blogspot.com

Pareces tão eu ...

Pareces tão eu
Que me aconteço,
Que me perfaço jamais
Da imperfeição do mundo,

Pareces tão eu,
Em tudo que não corrijo
E do que serei sou feito,
Injusto como muitos,

Vim ver o quanto
De quem sou
Eu mesmo, 
Ou os outros

Objectos inexactos, 
Todos eles
Parecidos comigo,
Pareces tão eu

Quanto me convenço,
Quando me aconteço,
Quase me perfaço,
Pois nem só o tempo

Espaço depende 
Da matéria, 
Mas o conceito
Parece tão meu, 

Justo quanto outros...
De resto os dias 
São como são,
Uns são acontecidos,

Outros passam acontecendo
Constantes de amanheceres
Que acontecem lado a lado,
Na geografia que somos,

Mapas de tudo, mapas mundo,
Tão curta é a vida e a dor
Que dura e se faz tempo, 
De resto os dias

São como são,
Uns são acontecidos,
Outros acontecimentos,
Passam pra sempre

Sendo 
E acontecendo,
Pareces tão eu,
Que me aconteço

Acontecendo ...




Joel Matos (06/2016)
Http://joel-matos.blogspot.com


Soror da dor

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Cre,r nem nos braços ao menos,
Se sente no roçar dos lábios 

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Pouco pra dar 
Ao outro
Ou nada sequer

Senão vácuo, soror habitual da dor ...



Joel Matos (1/2017)
http://joel-matos.blogspot.com