Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Dezembro, 2013

Nunca darei notícias...

Nunca darei notícias, contudo Virei sedento, do que vi por dentro E do que trouxe do silêncio, Das esquinas caiadas, de prata e nata.

Visto que morei na rua, nunca darei notícias, Aos que quero tanto, Virei com vontade atenta, E lembranças na pele, do trajecto.

Virei com a lembrança da cal na boca, Virei do encontro no espelho, com o nada, Virarei ruas, cidades e ruas sem idade, Vinhas de religiosas terras, iras e paixões.

Encalho, agacho, acobardo...e morro.

Sou consciente do que penso e procuro, -Procuro-me tão-somente, No conhecimento, mas inconsciente D'o não haver, onde tanto o procuro,


Ainda que houvesse, um farol faroleiro Do sentir do meu pensamento, O afastaria de mim, estaria oculto Quanto, sob intenso nevoeiro…


Pensar…pensar tão-só, quanto o pensar Mente e se encobre, n’algum ser ou coisa Inconsciente, como pensar que nem se pensa, Embora seja ela, a causadora aparente do pensar.


Sou consciente de que procuro,

Bebamos...palavras.

Embriago-me, pra que Todas as palavras de mim, Sejam parte do tinto…vinho,
Pra que todas as partes de mim, Sejam "trucadas", invertidas Reinventadas, torcidas e moldadas...
Não é mais minha, a palavra Ou o Dom, é um tudo e um nada, Depois de ser escrita e “fundida”
Ou "tocada" por olhos, pálpebras Ou orelhas, quer furadas, quer não. Escrevo embriagado…
Por isso digo, por isso trago No peito, na braguilha e no bucho O mosto quente, por isso, o derramo,
(Por um nada) …
Um enigma, uma visão, Uma gralha, uma fala, Que sirva pra profanar o lugar-comum,
Por isso ofereço, dou a palavra, A quem tiver por prazer Beber comigo.
Vai mais uma rodada, Bebamos as partes do corpo Duma vezada, por uma razão qualquer.
Ah…eu bebo por desdém, Também.
Joel Matos (12/2013)
http://namastibetpoems.blogspot.com