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A mostrar mensagens de Março, 2013

Vivesse eu na paz dos imortais

Vivesse eu na paz dos imortais
Tivesse eu, fé nos lábios meus, quando escrevo E majestade nos dedos; resgataria o frenesi Cativo nos frutos da paixão, tornaria servo O aroma do azul motim e o esplendor da relva no jardim Tivesse eu, a fé de recheio em mim, como um ovo,
Que nem humildes nuvens me suspendem os beiços, Como posso sentir, o sentir de Deus, em “technicolor” E alterar o pão em vinho se depois, reparto pedras, teixos E amostras sem valor de poemas “multiflavor”. Antes que os medos e o receio me vençam, quero ter dedos,
Como se falassem a Deus, na fala de Prometeu. Se s’crevo, O que não diria eu, sendo dele, pra’além d’afiançar Ser sentido, apesar de não ser real, o meu canceroso acervo. Vivesse eu, na paz que os imortais assumiam como seu samsara E pudessem minhas mãos florescer, na estação do novo,
Teria eu, fé nos lábios meus, enquanto soberano E poderia ter ameias de plácidos castelos, nos rombos dedos. Vivo eu no contraditório dos normais, Sou desconhecido nesse paradeiro e meu dom, Habita …