terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Bebamos...palavras.


Embriago-me, pra que
Todas as palavras de mim,
Sejam parte do tinto…vinho,

Pra que todas as partes de mim,
Sejam "trucadas", invertidas
Reinventadas, torcidas e moldadas...

Não é mais minha, a palavra
Ou o Dom, é um tudo e um nada,
Depois de ser escrita e “fundida”

Ou "tocada" por olhos, pálpebras
Ou orelhas, quer furadas, quer não.
Escrevo embriagado…

Por isso digo, por isso trago
No peito, na braguilha e no bucho
O mosto quente, por isso, o derramo,

(Por um nada) …

Um enigma, uma visão,
Uma gralha, uma fala,
Que sirva pra profanar o lugar-comum,

Por isso ofereço, dou a palavra,
A quem tiver por prazer
Beber comigo.

Vai mais uma rodada,
Bebamos as partes do corpo
Duma vezada, por uma razão qualquer.

Ah…eu bebo por desdém,
Também.

Joel Matos (12/2013)

4 comentários:

Sopa de Letrinhas da Leninha disse...

Passando para deixar meus votos de feliz nata e um ano novo com grandes realizações!

Jorge Santos disse...

obrigado e igualmente

Luna Di Primo disse...

por este poema verei outros que devem possuir a mesma beleza e qualidade bjuuu de lindo dia

Jorge Santos disse...

bem vinda a poesia,meu mundo..

Doze

Doze -Doze nós, tem uma figueira Ao medir-se dentro de nós, em vidas Que a gente tem e não sabe explicar, -Doze é a di...