sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Com'um pensamento que te s'crevo...


 COMUM…

Não sendo meu, o que escrevo e penso,
Sinto-me escravo de sentidos d’outra gente
Que não eu, embora possa ser o desespero
Meu, o qu’essa gente de escreveres sentiu,
Antes d’ser meu, o pensar qu’esse alguém, m’deu…

Talvez m’alumie, ou não, um comum
Deus de gente, porventura contraditória….
Talvez nã’ s’importe  Ele dos pensares, (antes d’meus,
Serem d’outros e d’lugar algum).
Não sendo meu, o que penso e’screvo,

Coleciono ilhas no pensamento, ó invés d’covas
Na praia, como fazem, tod’as crianças
E uma suprema dor, sem que saiba o porquê
E por’quando,
Tendo a sensação, de nada ser meu,
Mas, de nos ossos ter, como tant’outra gente.

(Como singular direito), a tristeza d’esta Terra toda,
-com'um pensamento que te s'crevo-

Joel matos (11/2013)

8 comentários:

Arco-Íris de Frida disse...

Coleciono ilhas no pensamento

Me identifiquei com a frase... com o poema...

Jorge Santos disse...

obrigado assim eu me identifico com a poesia sua também...

Franciéle Romero Machado disse...

Às vezes a sensação é mesmo essa...é como se outros sentimentos tomassem conta da gente e nos fizessem ser escravos de palavras de outras pessoas. Ao ver em nosso cotidiano os fatos passamos a incorporá-los como nossos, como fizesse parte da nossa alma e com clareza torna-se fácil escrever. Lindo poema *---*

Abraços e tenha uma Boa Tarde. Aguardo sua visita :)

Vane disse...

Olá, obrigada por estar seguindo meu blog :)
Conheci o seu hoje, e estive olhando as postagens.. escreves muito bem! há tempos eu não lia poemas tão bons.

Um grande abraço.

Jorge Santos disse...

obrigado

Jorge Santos disse...

já está ... e desde já ...obrigado

Luna Di Primo disse...

um show, poeta... bjuuu

Jorge Santos disse...

obrigado por me lerem...muito obrigado

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