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Pudesse eu...


Pudesse eu, não ter laços
Ou esperança,
Cair no poço sem fundo,
Com que sonhava em criança,

Pudesse eu, na garganta sentir,
Torturante,
A dor no parir, perto ou distante
E o choro aflito dos qu’hão-de vir.

Pudesse eu, fazer
-“O que me dá na gana”,
Não morreria numa cama,
Escolheria viver enterrado,

Sentindo o peso da terra,
Amontoada na tumba,
E os caniços, varando-me a cara nua,
Numa sensação boa,

Pudesse decepar eu, os braços
E salvar a dor
Na alma,
Não seria estranha,

A sensação tamanha de sentir,
Que deveras sinto…

Joel Matos (10/2013)

Comentários

Viajei nas letras profundas de teus pensamentos poeta..Com muita beleza crisas-te as metáforas sentindas com estilo e crescimento dos sentidos..

Maravilhoso,mas um grande poeta em minha lida.

Um grande abraço e obrigada por estar juntinho

Cristal
Hello from France
I am very happy to welcome you
Your blog has been accepted in Europe Portugal N° 317 a minute!

Seus quatro blogs estão no "Diretório"


On the right side, in the "green list", you will find all the countries and if you click them, you will find the names of blogs from that Country.
Invite your friends to join us in the "directory"!
The creation of this new blog "directory" allows a rapprochement between different countries, a knowledge of different cultures and a sharing of different traditions, passions, fashion, paintings, crafts, cooking,
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We are fortunate to be on the Blogspot platform that offers the opportunity to speak to the world.
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This is not a personal blog, I created it for all to enjoy.
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Your blog is in the list Europe Portugal N° 317 and I hope this list will grow very quickly
Regards
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Invite your friends know made ??
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nelma ladeira disse…
Lindíssimos poemas,maravilhoso!
Já estou a seguir,beijinhos.
Jorge Santos disse…
obrigado tentarei fazer ainda mais e MELHOR
Jorge Santos disse…
obrigado pelo encorajamento

Mensagens populares deste blogue

Em tempos quis o mundo inteiro

Em tempos, quis o mundo inteiro, Hospedado no peito, redondo e obeso, Perpétuo como um relojoeiro, Um peito de soldado raso, desconhecido...
Era criança e havia amar, Eternidade, justiça e razão... E um lar... um veleiro vulgar, E um timoneiro sem tripulação.
Hoje sou ilícito e estrangeiro, Partido fui; metade do coração, eu entendi... E o mundo que já cobicei como o ouro, era outro Ficou perdido, em nenhum outro lado, fora d’mim.
Acabei por fim, a não pensar em nada, Até que acabou o meu tempo, Escondido numa caixa enganosa, redonda… Num habitual descontentamento.
 Eu...a quem o mundo não bastava, (Se nem eu, nem ele sabíamos que o outro existia) Agora, pouco do que tenho e sinto, é seu... Nem isto que escrevo, indefinido e a eito, sem serventia...
Basta hoje o dia não ser tão feio, Pra ver no céu fiel a alegria que sinto ainda no peito, Porque na terra, o que esperava não veio, A minha alma foi sepultada num árido e seco deserto.
Joel Matos (04/2011) http://namastibetpoems.blogspot.com

Pareces tão eu ...

Pareces tão eu
Que me aconteço,
Que me perfaço jamais
Da imperfeição do mundo,

Pareces tão eu,
Em tudo que não corrijo
E do que serei sou feito,
Injusto como muitos,

Vim ver o quanto
De quem sou
Eu mesmo, 
Ou os outros

Objectos inexactos, 
Todos eles
Parecidos comigo,
Pareces tão eu

Quanto me convenço,
Quando me aconteço,
Quase me perfaço,
Pois nem só o tempo

Espaço depende 
Da matéria, 
Mas o conceito
Parece tão meu, 

Justo quanto outros...
De resto os dias 
São como são,
Uns são acontecidos,

Outros passam acontecendo
Constantes de amanheceres
Que acontecem lado a lado,
Na geografia que somos,

Mapas de tudo, mapas mundo,
Tão curta é a vida e a dor
Que dura e se faz tempo, 
De resto os dias

São como são,
Uns são acontecidos,
Outros acontecimentos,
Passam pra sempre

Sendo 
E acontecendo,
Pareces tão eu,
Que me aconteço

Acontecendo ...




Joel Matos (06/2016)
Http://joel-matos.blogspot.com


Soror da dor

Quando o soro do amor 
Não vem sincero nem dentro
Dos gestos que usamos pra fazer

Cre,r nem nos braços ao menos,
Se sente no roçar dos lábios 

Que temos na verdade, 
Pouco pra dar 
Ao outro
Ou nada sequer

Senão vácuo, soror habitual da dor ...



Joel Matos (1/2017)
http://joel-matos.blogspot.com