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A mostrar mensagens de Abril, 2013

(Na cidade fantasma que é o meu pensamento)

O meu pensamento é uma cidade fantasma, Ruas suspensas, submissas ao tempo, ruínas de templos E os gemidos dentro das casas, (acaso possuíssem alma) Seriam ténues, não me prendessem tatuagens nos braços
Nas frases austeras que um esquecido astrólogo segreda Ao meu pensamento. É uma cicatriz que dói, aberta Quando se remove com a unha, pra não ficar dedada. O manto da invisibilidade é a sua cómoda coberta,
A manta de lenços e papel que absorve qual mata-borrão (Fico sem saber se é natureza murcha ou decalque da morte) E depois me atira ao acaso, nessa cidade de casas sem chão, Fixas no ar, vazias de tudo, como absurdas obras de arte.
O inesperado e talentoso verso pode nem surgir nele, Como por encanto, mas por enquanto, vai alternando Entre ouvir-me e surpreender-se a si próprio, do seu pensar Estranho. Às vezes tenho pena de quem não imagina, tendo
Eu, nas mudanças de rumo deste pensar, a visão máxima De assombro, quando dou por mim no fim, a voar sobre campos