quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Meca e eu...


O que importa, na espera,
É a presença em falta, severa,
Pesada como um lastro,
Silenciosa como um claustro

A causa do mal todo…
E espero…que importa,
Curvo ou cansado,
Caneta sem tinta,

Cheque careca,
Invisível céu,
Cabala de Meca
E eu…

O que importa,
São as ilusões,
Dando à costa,
Presas aos anzois

E os sonhos, guardanapos
E nos pratos,
Os restos da tua presença,
À mesa.

O que importa,
É que creio,
No que me encanta,
E no que me sorriu,

Até ficar sem fala,
D’ouvir o olhar sorrir…
(Ah…e o falar dela!)


Joel-Matos (02/2013)

3 comentários:

Arnoldo Pimentel disse...

Crer é viver, sentir.Parabéns poeta.

Sônia Brito disse...

Tem poemas que sentimos tão igual,
que gostaríamos de ter escrito.
Este é um deles.
Permite que eu poste este poema no meu Blog?
Parabéns.
Sônia Brito

Jorge Santos disse...

Claro...

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