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A mostrar mensagens de Dezembro, 2011

O resto do monólogo... não irias entende-lo

Aqui estou, sossegado, escondido, Longe da vista e dos mistérios Do existir, de tudo, do mundo. Aqui estou, sem me fazer notar muito
Nos meus gestos duplicados. Supondo ter sido tudo dito, De quando enquanto fecho os olhos E é num sonho branco que admito
Coabitar sozinho com a eternidade. Neste inexplicável casulo, Quase um Confessionário de padre, Num sossego nulo…
 (O resto do monólogo... não irias entende-lo Nem te servirei eu de consolo ou conselho) Afinal nada de novo acontece neste mundo velho, Eu continuo oculto, morando frente ao espelho.
Joel matos (12/2011) http://namastibetpoems.blogspot.com

No espaço entre o "desrumo" e a senda

Sou o intervalo entre o desrumo e a senda, Sol numa esplanada, encerrada ao público No Outono, inútil, injustificada… Seria um cata-vento doméstico,
Enfadonho como qualquer outro, Se fosse feito igual, metade em pedra, Metade em metal duro, Onde uma perra nota de rabecão sempre sopra.
Confesso confiar na demora E não me canso de espreitar p’la rija Porta de escora e ripa Embora esta tenha mais de mediana altura.
E o que d’inconveniente esta diz ter, não m’importo Pois a solidão sela o meu corpo inteiro Do inclemente vazio…do incerto E da ilusão do real, ser igual a leste, ou a sol-posto…
No espaço vago entre o desrumo e a senda.
Joel Matos (12/2011)