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A mostrar mensagens de Junho, 2011

Não é fácil à razão ignorar-me...

Não é fácil à razão ignorar-me, Se jamais terá ligado, O meu exacto nome, Às sombras do olivado pardo,
(Onde alguém sabe quem sou), Como me posso eu supor Autêntico se deveras, vou De falso ao enganador,
Num salto de leopardo, -Ainda acredito na razão inacta, Como uma lenda por acabar, (Caso haja alguém que a desminta)
Quem mais senão ela pode saber Quem sou: No fundo, um vulto  Agachado num ermo qualquer, Vencido num combate inédito.
Como é difícil em mim confiar, Num gémeo fantasma, demitido E desprovido do abrigo de ser, Apenas tapado p´lo céu estrelado
E pelo umbigo de um Deus comum E um outro, sugerido numa outra dimensão, Escondida em sítio incomum, Numa frequente ilusão
Não sei se é mais justa a razão,  Ao censurar-me Como louco, se ao evocar-me, Como homem são…
Mas não é fácil à razão De  todo ignorar-me…

Joel Matos (06/2011) http://namastibetpoems.blogspot.com