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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2010

Morcegario

Como descrer das fabulosas noites A destapar céus, vestidos negros Cravados a buracos de alfinetes Sem neles mesmo admitir prodígios!?
Como descrever, aos olhos de cegos, Simples silvos, inventados nas foices De mil acompanhantes de Demónios, Sedentos, em tectos e estalactites.
E… agoiro d’ meus últimos sonhos, Ouço gritos em morcegarios imensos Ajoujados em velhas tradições
Nem resisto, saem-me dos pulmões Feridos catadupas de maldições, De vultos Negros e bandos de Morcegos. 
Joel Matos (2010/02)) http://joel-matos.blogspot.com

Asas

Asas d’vento

As minhas asas são das penas mortas Nos cachuchos e acenam nos varais Que me lembram derradeiras roupas Secas aos ventos, esperando temporais
Mas as minhas asas não entram no vento,
E sonho é meu, o de virar vendaval e entrar,
De rompante, pelas plumas destas adentro,
Ir e não parar, mas fico na sala-de-estar,

Assim, num golpe de desalento, calado,
Para aí, todo-o-dia morar,todo, tudo quieto.

Jorge Manuel M. Santos (06/2009) Http://namastibetpoems.blogspot.com