quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Pouco m'importa



Importa-me pouco,
De quem são, a inocência,
A coerência e a grandeza,
Se da fonte baldia,

Ou do reino abismo,  
No fundo oceano,
Onde a incoerência se lava
E a inocência me levou,

Da poesia a beleza;
(Digna de seu nome)
Mais me Importa,
Com o prazer intenso,

(sútil ao-de-leve)

Em valer sempre a pena,
Enterrar num poema, a dor
                                       (que por vezes nem sinto)
Ela mesma, inintitulada 
E despropositada,

Mesmo que a fingir
Mas i’nda assim consciente,
Do meu sonho acordado

A linha é fina
Entre o que sou
E ao que sôo
De genuíno, por engano

(Digo eu, ,em minha defesa)

Ou Será que talvez
Não seja eu quem eu vejo
E sinta nesta leveza
Imensa.

Importa-me  pois sim,
Do caos e da iniquidade,
Se d’esta alma vazia,
Não vêm senão pesadelos,
Dessa abissal Dimensão.

(E não da fonte digna)


Joel Matos (10/2010)

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